sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Ideologia? Nenhuma.

Ande sempre com o seu martelo, derrube paredes e amigos, derrube todo e qualquer limite que lhe imponham, não é mais uma luta contra o sistema, é uma luta contra a humanos.
Em um país onde não há mais a censura pelo governo, há uma outra censura, há a censura de acordo com os valores comuns, artistas bons ou qualquer manifestação é analisada, é dissecada, ganha um valor, ganha um significado e uma "solução". Não obstante, a burrice coletiva e o jogo de corpo de grandes poderes que prevalecem, nasce a nova censura, a ideológica.
Flexibilidade, é desta forma como se deve sobreviver nessa nova sociedade, viver escondido da imposição, ser um "dupla-face" e isso nos deixam putos.
Não condeno as várias camadas que forma um indivíduo, condeno as faces fabricadas para atender a fuga e submissão dos valores alheios, carregue sempre seu martelo.
Destrua tudo que lhe for artificial, destrua os valores alheios nocivos à qualquer um, julgue necessariamente.
Aos poucos nessa caótica luta, onde haverá perda em tudo, talvez consigamos derrubar essa estrutura e tentar novamente reconstruí-la, mas nós sabemos, no fundo não se cala, haverá outra briga, outro colapso.
É assim que vivemos, destruindo e construindo.
Não trago essa palavra de início do processo, ele já existe e está sendo executado.
Enjoy.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Da física à sociologia, sempre caótico.


Este texto não é bem trabalhado, é um one-shot meu, sendo que pode aparentar quebra da coesão, mas a ideia está aqui, achei interessante compartilhá-la.

Semelhanças não são meras coincidências

Podemos retomar a estória de Hari Seldon, ora psico-historiógrafo ora por psicólogo, o que importa é a visão de Isaac Asimov sobre essa questão. Para Isaac, ou pelo menos o que se evidencia em sua romance “A Fundação”, a psicologia humana é tão próxima a física quântica que podemos comparar. Será complicado deveras explicar essa proximidade sem bases profundas, ou consideráveis, neste campo complexo da física.
Hari Seldon tido como o corvo por prever desgraças ou crises em seu planeta, baseado na psicologia de populações para conseguir variáveis que criem uma função que indique o caminho de uma população, mas não 100%, com probabilidades, esta é a chave, não há constância em suas “previsões”. Segundo Hari, não se pode utilizar este tipo de cálculo em apenas uma pessoa isolada, pois a mesma não se submete à psicologia de população. Ao se aproximar cada vez mais do quântico, se depara com inúmeras variáveis, uma complexidade maior e probabilidades mais variadas sem saber ao certo o que é mais “provável”.
Trocaremos as pessoas por elétrons, e usaremos um exemplo simples: Imagine um nó em um circuito elétrico, sendo os fios ideais, e no caminho A os elétrons não encontram resistência, no caminho B há uma resistência considerável, se usarmos um número grande de elétrons, podemos afirmar que o mais provável é que se siga o caminho A, mas existem os que irão pelo B. Por isso a psicologia de população não se aplica a um indivíduo como um pensamento deste não se aplica a um elétron.
Em suma, o que une o comportamento imprevisível de um humano é o comportamento imprevisível da quântica, é um axioma, se há esta semelhança primordial, conseguiremos abstrair o resto. O meu ponto chave é este elo perdido desde o iluminismo, que ao romperem por questões didáticas, o aluno não conseguiu mais com o tempo unir estas ciências. Ao haver o descaso com a filosofia não se pode mais desenvolver no aluno a capacidade de perceber a nítida ligação das ciências que para ele se resumem à três campos distintos: Humanas, Exatas e Biológicas.
A Imprevisibilidade e o caos são marcas que se unem nos campos que exemplifico para você, agora me vem o importante que espero que aconteça a você: Qual a importância de saber essa ligação?
A importância é que ao mostrar essa ligação, muitas outras ligações se mostrarão para você entre idéias que antes pareciam impossíveis de se associar, a verdadeira filosofia, a parte humana da física, o caos e a imprevisibilidade, a morte de constantes e conseguintemente a quebra da visão linear da história, a quebra da ilusão de tempo e a percepção de que medidas são humanas e não naturais.
Não quero ainda que siga este meu parágrafo na mesma velocidade que lê, quero que o mesmo parágrafo seja revisto até ser compreendido, item por item.

Quero que entenda a minha proposta de assassínio do iluminismo, o qual parte do essencialismo de Platão, o qual consiste em adaptar a teoria à realidade, assumir de pés juntos que existem constantes dentro do universo. Isso se aplica a tudo que aprenda na escola, em todas as matérias.
Proponho o antagonismo do essencialismo, o existencialismo, não mais a colocação de uma constante para localizar uma expressão cheia de variáveis, não assumir que uma pessoa que tenha sido criada por pais homoafetivos seja necessariamente homossexual, abolição do determinismo e adotar o caos e a imprevisibilidade, ter consciência dos inúmeros caminhos e à partir do momento exato saber como pensar/agir.
O aluno que é incapaz de conceber a importância universal, que incluir em suas raízes que conhecimento acadêmico é uma área e não uma vida, jamais conseguirá sair das limitações do que lê. Ou seja, se torna uma mão de obra iluminista, um trabalhador especializado à serviço do sistema, não é melhor do que ninguém, seu dinheiro de nada vale, pois não preenche o vazio que a criatividade deveria ocupar. Todos têm de ter criatividade.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Felicidade Líquida

Estou farto deste exagero à felicidade, com o diabo "O que importa é ser feliz", falta de desespero, tristeza e incerteza, inseguraça. Essas são uma das regulamentadoras, falta de dúvida é falta de reflexão, o indivíduo não reforma as camadas, continua em um ciclo vicioso usar as memórias da infância, agir a todo custo para a alegria inocente, tentar voltar ao seu tempo "feliz", reutiliza-as.
Um hábito doentio, leva desde a farra incoveniente ao pertinente, essa felicidade líquida é pior do que o vício químico, a responsabilidade de viver de braços abertos sem preocupações, como se a vida fosse curta, torna-a mais curta, mais inefetiva.
A abolição do estresse é uma deformação da cultura supostamente oriental e vem para o ocidente de forma industrial, vende-se tratamentos "light", evidencia a individualidade, há o consumo, há a expressão deliberada "quero liberdade para poder comentar erros meus, sou eu, oras".
Um tema que ando remoendo em minha cabeça, noto a incoerência, a negação humana.
ainda falta eu terminá-lo, apenas para desabafo. necessito derrubar todos os conceitos que tanto trazem ao homem a deformação dos snetidos e, consequentemente, a falta de boa análise própria.

sábado, 27 de novembro de 2010

Novo pensamento, nova consciência

O que justifica a crise de personalidade foi a incorporação de uma falsificada, a imagem cultivada pelo próprio indivíduo com a finalidade de encontrar sua zona de conforto e conquistar a aceitação pública.
Pode-se dizer que o humano é composto por camadas, porém sem núcleo.
Mas como se dá aformação de uma personalidade/camada?
A formação de um novo sistema operacional vem de outro, ou seja, uma camada cria outra, o que pode determinar as semelhanças entre si, de acordo com a casualidade social, não determinista, entretanto tem um papel importante.
Felizmente, o humano não consegue manter um mesmo modelo, modus operante, pois o estresse é a resposta natural das personalidades subjulgadas, o questionamento sobre si é o resultado dinâmico desse choque.
Somos o resultado de faíscas das brigas internas, somos a própria luz, sem isso, somos vazios, complexamente vazios.
Ao nos autoanalizarmos,surge uma faísca contra outra, nesta hora somos ao mesmo tempo duas pessoas diferentes, que, talvez, queime uma personalidade, mutando-a. Eis o importante papel da reflexão.
Dentro de cada sistema existente em nós, há uma ética e moral distinta ou não das demais. O autocontrole pode ser exercido diversas "imagens", desde a mãe controladora ou rígida até um Deus.
Posso, logo, invocar neste momento "Deus está morto e fomos nós quem matamos". Quando acontece isso? Quando nós lutamos internamente para atender à uma demanda físicamente ou emocionalmente maior. O que seria a demanda? O desejo de outras camadas cuja imagem de Deus não prevalece ou não existe.
Ora, partindo deste princípio de autofiscalização, qual a real importância de questionar a existência de Deus?
Mute-se

"Quando a humanidade, sem exceção, tiver renegado Deus (e creio que essa era virá), então cairá por si só, sem antropofagia, toda a velha concepção de mundo e, principalmente, toda a velha moral, e começara o inteiramente novo."

-Ivan Karamázov, Irmãos Karamázov - Dostoiévski.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Uma pausa, sabia que ocorreria

Agora sem muito como falar, assumo que pausarei esse blog por incapacidade deste escritor, ou sei lá o que for, sinto que não pertenço a lugar algum no ramo acadêmico, só sei que penso. Não sei agora se devo abdicar o que leio para entrar no ramo de pesquisas científicas, uma vez que estou me preparando para isso, ou desisto e vou para onde sempre me disseram "pertencer".
Agora sinto que ninguém sabe de onde pertenço nem para que sirvo, quem dirá eu mesmo, já que as decisões que tomo parecem incompreensíveis para todos e como sou cego quando faço besteira, vou ficar calado, não me meterei mais de onde não sou chamado.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A luz do Niilismo está para me atingir

Detesto me explicar, mas não se trata de uma verdade, tão pouco está correto e coerente com o pensamento niilista, embora se trate do meu começo de filosofia nesse novo campo que tanto me fascina.
Óbvio não deixo de dar meu tapa comum.

Gott ist tot (alem. Deus está morto)

É um conceito muito difícil de engolir, mesmo para essa nova geração que sintetiza todo o questionamento extremista das últimas gerações, é mais fácil alegar que é ateu do que analisar a situação.
Ao se proclamar ateu, você retira a responsabilidade de entender esse novo estado, entra em um status falsificado, um estado que nem o próprio indivíduo ateu entende, preso em sua escolha por pura rebeldia, renega o conhecimento acumulado, vira a massa de manobra que o sistema mais necessita, o indivíduo da síndrome de Ivan Karamazov.
Não cabe aqui local para explicar essa teoria dissertada por Dostoiévski em “Irmãos Karamazov”, para quem procurar, tenha em mente que o autor era fortemente cristão ortodoxo.
A questão da tão polêmica morte de Deus, é devido à enorme valorização do homem, ao individualismo exacerbado, onde não há lugar para um Deus, há uma entidade que o promove felicidade, a sua felicidade. A fé propriamente dita não existe, existe a esperança de melhora de vida. Estamos falando do egocentrismo disfarçado de desesperança, note que raramente vemos pessoas da alta elite sendo fortemente religiosas, não é o esclarecimento, meus caros, é porque eles já não necessitam de esperança, é apenas fachada, o indivíduo da classe mais baixa não é burro nesse sentido, é o seu instinto natural procurar esperança.
Senhores Ateus, não sejam meros crentes do niilismo, o próprio se tornou sua religião e o que acham que é, tão pouco é niilismo.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Uma Crônica para variar

Adaptação do Humano Urbanóide

Através de eras, nós nos adaptamos para melhor sobrevivência e convivência para com a nossa própria sociedade, aos poucos nos formatamos para melhor raciocínio de grupo, individual, espiritual, etc. Nosso sistema biológico dispõe de algo que apenas a nossa espécie detêm: sistema nervoso, um núcleo que comanda, sem a nossa conscientização, tudo o que se pode entender-se de vida.
Infelizmente, o humano andou por um caminho contrário à sua natureza, caminhou para o individualismo, tentando se alojar em pequenos espaços, ocupar a memória por imagens que o ego sempre esteja presente, que controle tudo, sua marca registrada em 100% da vida, não deve haver a predominância outro apenas, deve necessariamente haver o ego próprio sobre a situação, segundo o humano urbanóide. Não obstante, o corpo humano não é nem 20% dominado pelo consciente (ego), há 90% em média de poder desconhecido, um poder que pode sempre aparecer para mostrar quem manda, que pode inclusive comandar o nosso próprio ego por motivos maquiavélicos, ou apenas está sempre tentando nos devolver ao instinto de comunidade.
O Urbanóide, movido pela arrogância, se convence que pode enganar o instinto, domina a teoria da evolução, sintetiza desde Darwin à Jung, combina o empirismo físico de Lorentz, une teorias de segundos do dia da vida terrestre, cria um anexo nervoso eletricamente sincronizado, externo ao corpo, mas de penetração ondulatória capaz de retardar o poderio mental do inconsciente, como uma barata amedronta um humano, o consciente amedronta o inconsciente, fazendo esse evitar aquele, individualizando o animal racional...quimeras da alienação.
Quem dera isto ter realmente um poder assim como o consciente pensa, esquece-se que ele luta contra um biossistema milenar, oculto e maquiavélico. É o que se conhece de Deus, ou devemos considerar a possibilidade de que Ele pode não gostar de nós?

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Bolsa-esmola?

Achei cômodo postar esse artigo que está circulando pela internet, acho um ótimo exemplo de pura energia cinética que algumas formas de carbono necessitam.


Maria Rita Kehl - O Estado de S.Paulo

Este jornal teve uma atitude que considero digna: explicitou aos leitores que apoia o candidato Serra na presente eleição. Fica assim mais honesta a discussão que se faz em suas páginas. O debate eleitoral que nos conduzirá às urnas amanhã está acirrado. Eleitores se declaram exaustos e desiludidos com o vale-tudo que marcou a disputa pela Presidência da República. As campanhas, transformadas em espetáculo televisivo, não convencem mais ninguém. Apesar disso, alguma coisa importante está em jogo este ano. Parece até que temos luta de classes no Brasil: esta que muitos acreditam ter sido soterrada pelos últimos tijolos do Muro de Berlim. Na TV a briga é maquiada, mas na internet o jogo é duro.

Se o povão das chamadas classes D e E - os que vivem nos grotões perdidos do interior do Brasil - tivesse acesso à internet, talvez se revoltasse contra as inúmeras correntes de mensagens que desqualificam seus votos. O argumento já é familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das políticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula não valem tanto quanto os nossos. Não são expressão consciente de vontade política. Teriam sido comprados ao preço do que parte da oposição chama de bolsa-esmola.

Uma dessas correntes chegou à minha caixa postal vinda de diversos destinatários. Reproduzia a denúncia feita por "uma prima" do autor, residente em Fortaleza. A denunciante, indignada com a indolência dos trabalhadores não qualificados de sua cidade, queixava-se de que ninguém mais queria ocupar a vaga de porteiro do prédio onde mora. Os candidatos naturais ao emprego preferiam viver na moleza, com o dinheiro da Bolsa-Família. Ora, essa. A que ponto chegamos. Não se fazem mais pés de chinelo como antigamente. Onde foram parar os verdadeiros humildes de quem o patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as oito horas regulamentares por uma miséria? Sim, porque é curioso que ninguém tenha questionado o valor do salário oferecido pelo condomínio da capital cearense. A troca do emprego pela Bolsa-Família só seria vantajosa para os supostos espertalhões, preguiçosos e aproveitadores se o salário oferecido fosse inconstitucional: mais baixo do que metade do mínimo. R$ 200 é o valor máximo a que chega a soma de todos os benefícios do governo para quem tem mais de três filhos, com a condição de mantê-los na escola.

Outra denúncia indignada que corre pela internet é a de que na cidade do interior do Piauí onde vivem os parentes da empregada de algum paulistano, todos os moradores vivem do dinheiro dos programas do governo. Se for verdade, é estarrecedor imaginar do que viviam antes disso. Passava-se fome, na certa, como no assustador Garapa, filme de José Padilha. Passava-se fome todos os dias. Continuam pobres as famílias abaixo da classe C que hoje recebem a bolsa, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. Só que agora comem. Alguns já conseguem até produzir e vender para outros que também começaram a comprar o que comer. O economista Paul Singer informa que, nas cidades pequenas, essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito surpreendente sobre a economia local. A Bolsa-Família, acreditem se quiserem, proporciona as condições de consumo capazes de gerar empregos. O voto da turma da "esmolinha" é político e revela consciência de classe recém-adquirida.

O Brasil mudou nesse ponto. Mas ao contrário do que pensam os indignados da internet, mudou para melhor. Se até pouco tempo alguns empregadores costumavam contratar, por menos de um salário mínimo, pessoas sem alternativa de trabalho e sem consciência de seus direitos, hoje não é tão fácil encontrar quem aceite trabalhar nessas condições. Vale mais tentar a vida a partir da Bolsa-Família, que apesar de modesta, reduziu de 12% para 4,8% a faixa de população em estado de pobreza extrema. Será que o leitor paulistano tem ideia de quanto é preciso ser pobre, para sair dessa faixa por uma diferença de R$ 200? Quando o Estado começa a garantir alguns direitos mínimos à população, esta se politiza e passa a exigir que eles sejam cumpridos. Um amigo chamou esse efeito de "acumulação primitiva de democracia".

Mas parece que o voto dessa gente ainda desperta o argumento de que os brasileiros, como na inesquecível observação de Pelé, não estão preparados para votar. Nem todos, é claro. Depois do segundo turno de 2006, o sociólogo Hélio Jaguaribe escreveu que os 60% de brasileiros que votaram em Lula teriam levado em conta apenas seus próprios interesses, enquanto os outros 40% de supostos eleitores instruídos pensavam nos interesses do País. Jaguaribe só não explicou como foi possível que o Brasil, dirigido pela elite instruída que se preocupava com os interesses de todos, tenha chegado ao terceiro milênio contando com 60% de sua população tão inculta a ponto de seu voto ser desqualificado como pouco republicano.

Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da mendicância e da dependência das relações de favor que sempre caracterizaram as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa própria não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos.



sábado, 2 de outubro de 2010

Le état c'est lui?


Diante de comentários típicos de época eleitoral: “O presidente só fala, mas não faz”, “No fim, fez metade do que disse”, “Se fosse verdade, o nordeste não estaria ruim, culpa de x medida”, penso no que realmente é o presidente para a pessoa, uma vez que a pessoa fala apenas de um presidente, nunca, ou pelo menos é raro, ouvir e ver uma discussão na rua em relação a deputados ou senadores e suas propostas (com exceção de escândalos nacionais).
A imagem que o presidente passa é de uma pessoa disposta a governar o país com as próprias mãos, suas palavras se refletem no país, tal como, o velho pai, Vargas. Talvez seja a nossa jovem democracia que justifique esta inexperiência do povo brasileiro, de ainda carregar o modelo paternalista como avaliação de candidatos (exclusivamente presidenciais, quero deixar claro), alentada ao desconhecimento do sistema republicano presidencial (não vou dar uma mini-aula, considero os leitores cientes do que falo).
Ora, “imperador” pode ser uma palavra forte, mas me refiro ao sistema que as pessoas têm em mente sobre o governo brasileiro, o qual é centralizado em apenas uma pessoa, de um único partido, como se realmente fosse uma ditadura. O que acho pessoalmente bizarro ouvir isto, uma vez que temos várias vagas, com diversos partidos representados nas câmaras, logo, dizer que tudo é resultado de propostas de um único partido, além de ser ingênuo, dificulta o desenvolvimento de um diálogo.
Portanto, as propostas do candidato a presidente tem ainda de passar pela mão de vários partidos.

Sentiu o tapa na cara, ou ainda está dormente pela droga?
Se quiser uma injeção de adrenalina vá ao seu fornecedor.

domingo, 12 de setembro de 2010

Brincando de Deus ou Mecânismo Natural?


Adaptação, mutações, seleção natural: são três coisas que hoje no mundo não contam como sobrevivência.
O homem ao entrar na sociedade tecnológica, criou uma fortaleza que o protege dos males da natureza. Se por acaso um homem tecnológico entrar na natureza, talvez ele tenha alguma mutação genética que não o deixe viver, morra e conseqüentemente seus caracteres não sejam passem para a geração seguinte.
Entretanto, não podemos considerar isso ruim, podemos considerar a sociedade tecnológica uma “adaptação” do ser humano, é um dos diferenciais dele para com os restantes dos animais, vivem em sociedade e compartilham conhecimento, que por sua vez pode ser arquivado e ganhar continuidade, nasce, logo, a “adaptação instantânea”.
Pegaremos como exemplo, uma virose, tendo como vetor o próprio pernilongo de n espécie e em nível regional poderia dizimar quase toda a população e ainda corrermos o risco de espalhar para as cidades vizinhas. Porém, podemos criar medidas de emergência, tal qual o uso de repelente, inseticida, campanhas de vacinação, isolamento dos doentes e etc.
Vemos que a comunidade local irá se mobilizar para a sua sobrevivência no geral, todos tem o conhecimento de uma epidemia, têm documentos que evidenciam isto no passado, medidas contra uma epidemia e consciência dos riscos.
Obviamente, o homem não solta um repelente e/ou um inseticida natural, mas temos uma linguagem, nossa comunicação para com o próximo, ou seja, pode-se avisar sobre uma epidemia, passar instruções, o que possibilita o que afirmei de “adaptação instantânea”.
Se proponho um nome, tenho de ter uma explicação.
Tenho esse nome de “instantânea”, pois se para uma adaptação ocorra milhares de anos de seleção natural, uma medida que possa salvar vidas, tal como uma vacina que foi criada em uma semana é “instantânea” em comparação ao modelo anterior, “adaptação instantânea”.

Não ignoro a estupidez humana, mas nesta equação, a variável deve ser tratada de forma especial, não banal como ocorre no mundo não-literário.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Pertinente

Ao contrário do que se pensa muitas vezes, a hipocrisia é algo explícito para todos, só que dançamos de acordo com a música.

É impossível determinar a "origem do mal" ou se é natural do ser humano, segundo alguns, porém o que importa é que está enraizado este sistema de pensamento, com certo teor de falta de escrúpulos. Ora, se afirmo isso, devo, então, identificar a causa.

A adaptação do discurso é o que mais implica neste "fenômeno", quantas pessoas vivenciam isso, ter um determinado modo de falar com tal grupo de pessoas ou até com uma pessoa em si. Entretanto, custo acreditar que o que em muitos significa "adaptação" acaba por virar "múltipla personalidade", pelo preço de entrar em discordância com alguém, escolhe-se a concordância com o próximo, você não mais adapta a forma da fala, mas o próprio pensamento.

Nasce, logo, a hipocrisia.

As pessoas percebem que há a contradição em função da convivência, doentio ao pensar desta forma, porém é algo pertinente e aparenta ser necessário.

Levando uma frase popular: "Ninguém gosta de ser criticado", mostra a imaturidade de muitos perante as discussões e pura casmurrice das mesmas.

O ego mais uma vez presente.
O nosso amigo Ego, aparece na discussão sem ter sido chamado, ou seja, leva-se muitas vezes a crítica para o lado pessoal, inviabilizando-a e tornando cada vez mais raro uma discussão decente entre as pessoas, principalmente entre a população jovem, em que seus ideais estão a flor da pele e muitas vezes defendem com a própria alma.

Falta a imparcialidade em discussões.

É um sistema universal, o que posso fazer?