
Diante de comentários típicos de época eleitoral: “O presidente só fala, mas não faz”, “No fim, fez metade do que disse”, “Se fosse verdade, o nordeste não estaria ruim, culpa de x medida”, penso no que realmente é o presidente para a pessoa, uma vez que a pessoa fala apenas de um presidente, nunca, ou pelo menos é raro, ouvir e ver uma discussão na rua em relação a deputados ou senadores e suas propostas (com exceção de escândalos nacionais).
A imagem que o presidente passa é de uma pessoa disposta a governar o país com as próprias mãos, suas palavras se refletem no país, tal como, o velho pai, Vargas. Talvez seja a nossa jovem democracia que justifique esta inexperiência do povo brasileiro, de ainda carregar o modelo paternalista como avaliação de candidatos (exclusivamente presidenciais, quero deixar claro), alentada ao desconhecimento do sistema republicano presidencial (não vou dar uma mini-aula, considero os leitores cientes do que falo).
Ora, “imperador” pode ser uma palavra forte, mas me refiro ao sistema que as pessoas têm em mente sobre o governo brasileiro, o qual é centralizado em apenas uma pessoa, de um único partido, como se realmente fosse uma ditadura. O que acho pessoalmente bizarro ouvir isto, uma vez que temos várias vagas, com diversos partidos representados nas câmaras, logo, dizer que tudo é resultado de propostas de um único partido, além de ser ingênuo, dificulta o desenvolvimento de um diálogo.
Portanto, as propostas do candidato a presidente tem ainda de passar pela mão de vários partidos.
Sentiu o tapa na cara, ou ainda está dormente pela droga?
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