A lucidez da loucura é o caminho para a interpretação do lado mais abstrato da vida.
sábado, 27 de novembro de 2010
Novo pensamento, nova consciência
Pode-se dizer que o humano é composto por camadas, porém sem núcleo.
Mas como se dá aformação de uma personalidade/camada?
A formação de um novo sistema operacional vem de outro, ou seja, uma camada cria outra, o que pode determinar as semelhanças entre si, de acordo com a casualidade social, não determinista, entretanto tem um papel importante.
Felizmente, o humano não consegue manter um mesmo modelo, modus operante, pois o estresse é a resposta natural das personalidades subjulgadas, o questionamento sobre si é o resultado dinâmico desse choque.
Somos o resultado de faíscas das brigas internas, somos a própria luz, sem isso, somos vazios, complexamente vazios.
Ao nos autoanalizarmos,surge uma faísca contra outra, nesta hora somos ao mesmo tempo duas pessoas diferentes, que, talvez, queime uma personalidade, mutando-a. Eis o importante papel da reflexão.
Dentro de cada sistema existente em nós, há uma ética e moral distinta ou não das demais. O autocontrole pode ser exercido diversas "imagens", desde a mãe controladora ou rígida até um Deus.
Posso, logo, invocar neste momento "Deus está morto e fomos nós quem matamos". Quando acontece isso? Quando nós lutamos internamente para atender à uma demanda físicamente ou emocionalmente maior. O que seria a demanda? O desejo de outras camadas cuja imagem de Deus não prevalece ou não existe.
Ora, partindo deste princípio de autofiscalização, qual a real importância de questionar a existência de Deus?
Mute-se
"Quando a humanidade, sem exceção, tiver renegado Deus (e creio que essa era virá), então cairá por si só, sem antropofagia, toda a velha concepção de mundo e, principalmente, toda a velha moral, e começara o inteiramente novo."
-Ivan Karamázov, Irmãos Karamázov - Dostoiévski.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Uma pausa, sabia que ocorreria
Agora sinto que ninguém sabe de onde pertenço nem para que sirvo, quem dirá eu mesmo, já que as decisões que tomo parecem incompreensíveis para todos e como sou cego quando faço besteira, vou ficar calado, não me meterei mais de onde não sou chamado.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
A luz do Niilismo está para me atingir
Detesto me explicar, mas não se trata de uma verdade, tão pouco está correto e coerente com o pensamento niilista, embora se trate do meu começo de filosofia nesse novo campo que tanto me fascina.
Óbvio não deixo de dar meu tapa comum.
Gott ist tot (alem. Deus está morto)
É um conceito muito difícil de engolir, mesmo para essa nova geração que sintetiza todo o questionamento extremista das últimas gerações, é mais fácil alegar que é ateu do que analisar a situação.
Ao se proclamar ateu, você retira a responsabilidade de entender esse novo estado, entra em um status falsificado, um estado que nem o próprio indivíduo ateu entende, preso em sua escolha por pura rebeldia, renega o conhecimento acumulado, vira a massa de manobra que o sistema mais necessita, o indivíduo da síndrome de Ivan Karamazov.
Não cabe aqui local para explicar essa teoria dissertada por Dostoiévski em “Irmãos Karamazov”, para quem procurar, tenha em mente que o autor era fortemente cristão ortodoxo.
A questão da tão polêmica morte de Deus, é devido à enorme valorização do homem, ao individualismo exacerbado, onde não há lugar para um Deus, há uma entidade que o promove felicidade, a sua felicidade. A fé propriamente dita não existe, existe a esperança de melhora de vida. Estamos falando do egocentrismo disfarçado de desesperança, note que raramente vemos pessoas da alta elite sendo fortemente religiosas, não é o esclarecimento, meus caros, é porque eles já não necessitam de esperança, é apenas fachada, o indivíduo da classe mais baixa não é burro nesse sentido, é o seu instinto natural procurar esperança.
Senhores Ateus, não sejam meros crentes do niilismo, o próprio se tornou sua religião e o que acham que é, tão pouco é niilismo.