quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A luz do Niilismo está para me atingir

Detesto me explicar, mas não se trata de uma verdade, tão pouco está correto e coerente com o pensamento niilista, embora se trate do meu começo de filosofia nesse novo campo que tanto me fascina.
Óbvio não deixo de dar meu tapa comum.

Gott ist tot (alem. Deus está morto)

É um conceito muito difícil de engolir, mesmo para essa nova geração que sintetiza todo o questionamento extremista das últimas gerações, é mais fácil alegar que é ateu do que analisar a situação.
Ao se proclamar ateu, você retira a responsabilidade de entender esse novo estado, entra em um status falsificado, um estado que nem o próprio indivíduo ateu entende, preso em sua escolha por pura rebeldia, renega o conhecimento acumulado, vira a massa de manobra que o sistema mais necessita, o indivíduo da síndrome de Ivan Karamazov.
Não cabe aqui local para explicar essa teoria dissertada por Dostoiévski em “Irmãos Karamazov”, para quem procurar, tenha em mente que o autor era fortemente cristão ortodoxo.
A questão da tão polêmica morte de Deus, é devido à enorme valorização do homem, ao individualismo exacerbado, onde não há lugar para um Deus, há uma entidade que o promove felicidade, a sua felicidade. A fé propriamente dita não existe, existe a esperança de melhora de vida. Estamos falando do egocentrismo disfarçado de desesperança, note que raramente vemos pessoas da alta elite sendo fortemente religiosas, não é o esclarecimento, meus caros, é porque eles já não necessitam de esperança, é apenas fachada, o indivíduo da classe mais baixa não é burro nesse sentido, é o seu instinto natural procurar esperança.
Senhores Ateus, não sejam meros crentes do niilismo, o próprio se tornou sua religião e o que acham que é, tão pouco é niilismo.

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