O que justifica a crise de personalidade foi a incorporação de uma falsificada, a imagem cultivada pelo próprio indivíduo com a finalidade de encontrar sua zona de conforto e conquistar a aceitação pública.
Pode-se dizer que o humano é composto por camadas, porém sem núcleo.
Mas como se dá aformação de uma personalidade/camada?
A formação de um novo sistema operacional vem de outro, ou seja, uma camada cria outra, o que pode determinar as semelhanças entre si, de acordo com a casualidade social, não determinista, entretanto tem um papel importante.
Felizmente, o humano não consegue manter um mesmo modelo, modus operante, pois o estresse é a resposta natural das personalidades subjulgadas, o questionamento sobre si é o resultado dinâmico desse choque.
Somos o resultado de faíscas das brigas internas, somos a própria luz, sem isso, somos vazios, complexamente vazios.
Ao nos autoanalizarmos,surge uma faísca contra outra, nesta hora somos ao mesmo tempo duas pessoas diferentes, que, talvez, queime uma personalidade, mutando-a. Eis o importante papel da reflexão.
Dentro de cada sistema existente em nós, há uma ética e moral distinta ou não das demais. O autocontrole pode ser exercido diversas "imagens", desde a mãe controladora ou rígida até um Deus.
Posso, logo, invocar neste momento "Deus está morto e fomos nós quem matamos". Quando acontece isso? Quando nós lutamos internamente para atender à uma demanda físicamente ou emocionalmente maior. O que seria a demanda? O desejo de outras camadas cuja imagem de Deus não prevalece ou não existe.
Ora, partindo deste princípio de autofiscalização, qual a real importância de questionar a existência de Deus?
Mute-se
"Quando a humanidade, sem exceção, tiver renegado Deus (e creio que essa era virá), então cairá por si só, sem antropofagia, toda a velha concepção de mundo e, principalmente, toda a velha moral, e começara o inteiramente novo."
-Ivan Karamázov, Irmãos Karamázov - Dostoiévski.
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