Adaptação, mutações, seleção natural: são três coisas que hoje no mundo não contam como sobrevivência.
O homem ao entrar na sociedade tecnológica, criou uma fortaleza que o protege dos males da natureza. Se por acaso um homem tecnológico entrar na natureza, talvez ele tenha alguma mutação genética que não o deixe viver, morra e conseqüentemente seus caracteres não sejam passem para a geração seguinte.
Entretanto, não podemos considerar isso ruim, podemos considerar a sociedade tecnológica uma “adaptação” do ser humano, é um dos diferenciais dele para com os restantes dos animais, vivem em sociedade e compartilham conhecimento, que por sua vez pode ser arquivado e ganhar continuidade, nasce, logo, a “adaptação instantânea”.
Pegaremos como exemplo, uma virose, tendo como vetor o próprio pernilongo de n espécie e em nível regional poderia dizimar quase toda a população e ainda corrermos o risco de espalhar para as cidades vizinhas. Porém, podemos criar medidas de emergência, tal qual o uso de repelente, inseticida, campanhas de vacinação, isolamento dos doentes e etc.
Vemos que a comunidade local irá se mobilizar para a sua sobrevivência no geral, todos tem o conhecimento de uma epidemia, têm documentos que evidenciam isto no passado, medidas contra uma epidemia e consciência dos riscos.
Obviamente, o homem não solta um repelente e/ou um inseticida natural, mas temos uma linguagem, nossa comunicação para com o próximo, ou seja, pode-se avisar sobre uma epidemia, passar instruções, o que possibilita o que afirmei de “adaptação instantânea”.
Se proponho um nome, tenho de ter uma explicação.
Tenho esse nome de “instantânea”, pois se para uma adaptação ocorra milhares de anos de seleção natural, uma medida que possa salvar vidas, tal como uma vacina que foi criada em uma semana é “instantânea” em comparação ao modelo anterior, “adaptação instantânea”.
Não ignoro a estupidez humana, mas nesta equação, a variável deve ser tratada de forma especial, não banal como ocorre no mundo não-literário.
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