terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Felicidade Líquida

Estou farto deste exagero à felicidade, com o diabo "O que importa é ser feliz", falta de desespero, tristeza e incerteza, inseguraça. Essas são uma das regulamentadoras, falta de dúvida é falta de reflexão, o indivíduo não reforma as camadas, continua em um ciclo vicioso usar as memórias da infância, agir a todo custo para a alegria inocente, tentar voltar ao seu tempo "feliz", reutiliza-as.
Um hábito doentio, leva desde a farra incoveniente ao pertinente, essa felicidade líquida é pior do que o vício químico, a responsabilidade de viver de braços abertos sem preocupações, como se a vida fosse curta, torna-a mais curta, mais inefetiva.
A abolição do estresse é uma deformação da cultura supostamente oriental e vem para o ocidente de forma industrial, vende-se tratamentos "light", evidencia a individualidade, há o consumo, há a expressão deliberada "quero liberdade para poder comentar erros meus, sou eu, oras".
Um tema que ando remoendo em minha cabeça, noto a incoerência, a negação humana.
ainda falta eu terminá-lo, apenas para desabafo. necessito derrubar todos os conceitos que tanto trazem ao homem a deformação dos snetidos e, consequentemente, a falta de boa análise própria.

3 comentários:

  1. Está na essencia humana buscar a Felicidade, como se fosse o objetivo ultimo, o grande troféu; o que leva à pensar que a dor seja uma derrota, uma punição, esquencendo do valor dela para o cresciemento.
    Gostei do que você disse, "a falta de duvidas leva à falta de reflexão", bem colocado.
    As filosofias orientais ensinam como evitar o estresse mesmo, o que não significa que permite a felicidade imoderada, uma vez que tudo em grande quantidade faz mal. O Bhagavat Gita diz que se deve manter a serenidade diante de todas as situações, seja na riqueza ou na miséria. Mas tais filosofias não admitem insistir nos erros nem a alegria imoderada, mas pregam a serenidade.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Entendo o que diz sobre o auto controle, já pensei nisso. Porém sou de uma linha atualmente cética quanto a essa suposta "serenidade", vai contra a minha teoria das camadas, pretendo desenvolvê-la até o ponto que me pareça inútil.
    Ainda insisto no caos humano como o real regulador, o drama humano como o movimento das camadas mais inconscientes.
    (erros de digitação)

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