
Este texto não é bem trabalhado, é um one-shot meu, sendo que pode aparentar quebra da coesão, mas a ideia está aqui, achei interessante compartilhá-la.
Semelhanças não são meras coincidências
Podemos retomar a estória de Hari Seldon, ora psico-historiógrafo ora por psicólogo, o que importa é a visão de Isaac Asimov sobre essa questão. Para Isaac, ou pelo menos o que se evidencia em sua romance “A Fundação”, a psicologia humana é tão próxima a física quântica que podemos comparar. Será complicado deveras explicar essa proximidade sem bases profundas, ou consideráveis, neste campo complexo da física.
Hari Seldon tido como o corvo por prever desgraças ou crises em seu planeta, baseado na psicologia de populações para conseguir variáveis que criem uma função que indique o caminho de uma população, mas não 100%, com probabilidades, esta é a chave, não há constância em suas “previsões”. Segundo Hari, não se pode utilizar este tipo de cálculo em apenas uma pessoa isolada, pois a mesma não se submete à psicologia de população. Ao se aproximar cada vez mais do quântico, se depara com inúmeras variáveis, uma complexidade maior e probabilidades mais variadas sem saber ao certo o que é mais “provável”.
Trocaremos as pessoas por elétrons, e usaremos um exemplo simples: Imagine um nó em um circuito elétrico, sendo os fios ideais, e no caminho A os elétrons não encontram resistência, no caminho B há uma resistência considerável, se usarmos um número grande de elétrons, podemos afirmar que o mais provável é que se siga o caminho A, mas existem os que irão pelo B. Por isso a psicologia de população não se aplica a um indivíduo como um pensamento deste não se aplica a um elétron.
Em suma, o que une o comportamento imprevisível de um humano é o comportamento imprevisível da quântica, é um axioma, se há esta semelhança primordial, conseguiremos abstrair o resto. O meu ponto chave é este elo perdido desde o iluminismo, que ao romperem por questões didáticas, o aluno não conseguiu mais com o tempo unir estas ciências. Ao haver o descaso com a filosofia não se pode mais desenvolver no aluno a capacidade de perceber a nítida ligação das ciências que para ele se resumem à três campos distintos: Humanas, Exatas e Biológicas.
A Imprevisibilidade e o caos são marcas que se unem nos campos que exemplifico para você, agora me vem o importante que espero que aconteça a você: Qual a importância de saber essa ligação?
A importância é que ao mostrar essa ligação, muitas outras ligações se mostrarão para você entre idéias que antes pareciam impossíveis de se associar, a verdadeira filosofia, a parte humana da física, o caos e a imprevisibilidade, a morte de constantes e conseguintemente a quebra da visão linear da história, a quebra da ilusão de tempo e a percepção de que medidas são humanas e não naturais.
Não quero ainda que siga este meu parágrafo na mesma velocidade que lê, quero que o mesmo parágrafo seja revisto até ser compreendido, item por item.
Quero que entenda a minha proposta de assassínio do iluminismo, o qual parte do essencialismo de Platão, o qual consiste em adaptar a teoria à realidade, assumir de pés juntos que existem constantes dentro do universo. Isso se aplica a tudo que aprenda na escola, em todas as matérias.
Proponho o antagonismo do essencialismo, o existencialismo, não mais a colocação de uma constante para localizar uma expressão cheia de variáveis, não assumir que uma pessoa que tenha sido criada por pais homoafetivos seja necessariamente homossexual, abolição do determinismo e adotar o caos e a imprevisibilidade, ter consciência dos inúmeros caminhos e à partir do momento exato saber como pensar/agir.
O aluno que é incapaz de conceber a importância universal, que incluir em suas raízes que conhecimento acadêmico é uma área e não uma vida, jamais conseguirá sair das limitações do que lê. Ou seja, se torna uma mão de obra iluminista, um trabalhador especializado à serviço do sistema, não é melhor do que ninguém, seu dinheiro de nada vale, pois não preenche o vazio que a criatividade deveria ocupar. Todos têm de ter criatividade.
Só pelo fato de ter falado de "Fundação", suspirei ao ler essa postagem. Ao todo, achei sensacional. Continue, Vítor, não desista do blog!
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